Este pequeno país, situado na ponta oeste a sul da Europa, tem de orgulhar-se cada vez mais. Pois, somos dos países onde a criatividade é uma constante. Prova disso são os vários artistas que crescem neste país e que ficam conhecidos por aquilo que fazem e aquilo que criam. Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, é um dos artistas plásticos, portugueses mais conhecidos neste momento, tanto a nível nacional como internacional.
Alexandre Farto, nasceu em Lisboa, a 15 de Fevereiro de 1987. Terminou os estudos na Universidade de Artes em Londres em 2008. Quando tinha onze anos já era um artista de rua. No local onde vivia já pintava muros e paredes de rua e comboios.
Vhils, como artista urbano, mais recentemente, sendo as suas obras, a razão de ser conhecido, sente que acaba por transportar esse mundo que o envolve para quem as consegue ver e sentir. Este artista, através das suas raízes do grafitti/street art tem experimentado vários e novos caminhos no que diz respeito à ilustração, animação e design gráfico, pegando no aspecto vectorial com o desenho à mão livre, juntando a formas contrastadas e suhas, que nos remetem para momentos épicos.
Pode então dizer-se que Vhils ficou conhecido ao escavar paredes com retratos. Segundo ele: "A técnica consiste em criar imagens, em paredes ou murais, através da remoção de camadas de materiais de construção, criando uma imagem em negativo."
Mas não é só desta arte de rua de que ele vive. Ao longo dos últimos dois anos, Vhils tem realizado videoclips para bandas portuguesas e até uma banda irlandesa bastante conhecida no mundo musical. O primeiro videoclip que realizou foi para um grupo português-angolano, os Buraka Som Sistema e para lançarem o seu último álbum tiveram que lançar o seu primeiro single, para isso precisavam de um videoclip, acharam que Vhils era a pessoa indicada e assim ele fez o seu primeiro videoclip, deixando de ser só um artista de arte de rua. O segundo videoclip foi feito para os U2 e o último álbum que lançaram, "Films of inocence". A banda acabou por escolher o artista português para fazer um dos videoclipes para uma das músicas de "Films of Innocence".
2014 ficou também marcado pela exposição que Vhils teve durante o mês de julho, dalgumas das suas obras no Museu da Electricidade em Lisboa.
Este ano, continuando a trabalhar nas suas "obras de rua" Vhils acabou por ser convidado pela Universal France a dirigir um disco de homenagem a Amália Rodrigues, em que se tinham juntado algumas das maiores vozes do fado contemporâneo para cantar o reportório da artista musical portuguesa. O objetivo do convite era ligar o fado como música urbana ao street art de Vhils, que em colaboração com os calceteiros da Câmara Municipal de Lisboa, criasse uma efígie de Amália em calçada portuguesa na zona de Alfama. O trabalho final seria composto como a capa do disco.
Em baixo podem ver algumas das imagens da escavações feitas pela minha turma e pelo próprio na escola secundária em que VHILS ambos frequentamos:
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